Pandemia estimulou corrida recreativa, aponta estudo da Nielsen

A consultoria Nielsen realizou um estudo sobre corrida recreativa, que revela como esse esporte democrático e barato ganhou novos adeptos por conta da pandemia. 

A pesquisa, com entrevistados de 10 países, incluindo Austrália, Colômbia, Estados Unidos e Japão, mostrou que 13% dos corredores começaram a praticar a atividade no último ano, após o início do isolamento social ocasionado pela Covid-19. Destes, 9% destacam que a pandemia influenciou de alguma forma na decisão de começarem a correr. Eles ainda revelam que pretendem continuar a atividade assim que a rotina anterior for retomada — mesmo que tenham que reduzir a frequência. 

Trabalhar de casa e se manter isolado também aumentou a periodicidade com que as pessoas correm. De acordo com a Nielsen, 22% dos entrevistados afirmaram que praticam mais a atividade após a pandemia, e 20% pretendem manter esse ritmo quando as restrições forem completamente suspensas. 

Corrida recreativa e democrática


Outro dado interessante divulgado pelo estudo é o quão democrática e acessível é a corrida. Apesar de pessoas entre 25 e 34 anos serem mais apaixonadas pelo esporte, os dados mostram que homens e mulheres têm participação equilibrada na prática. Ao contrário de outros esportes nos quais o sexo masculino predomina, na corrida, homens representam 53% da parcela de corredores, enquanto as mulheres, 47%. 

Não depender de academias, treinadores e equipamentos também é um dos fatores determinantes para a decisão de praticar o esporte. Segundo o estudo, 68% dos entrevistados correm de maneira recreativa, pois assim, podem evoluir no seu próprio ritmo. Ainda, 62% apontam como um fator importante para a prática o fato de que não necessitam de muitos equipamentos para começarem. 


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